Expansão da Língua Portuguesa

by cursovilabrasil on 03/11/2013 No comments

Um dos desafios do português é continuar a expansão, mostrando-se mais ao mundo, através da cultura, mas também da ciência e inovação e da diplomacia, com uma presença desejada como língua de trabalho ou oficial de organizações, como as Nações Unidas, e um peso, sempre crescente, no mundo digital.

bandeira+CPLP+AP

 “Não é só o poderio dos estados que determina a importância da língua”, frisou Amaral Lala, representante do Ministério das Relações Exteriores de Angola. “É o prestígio das universidades, a obra publicada, o modelo cultural e a capacidade de exportar esse modelo.” É isso que transporta a língua, e a sua influência, para o sistema mundial. “A área do conhecimento é fundamental.”

As aspirações de uns e de outros mostram como os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) caminham “a duas velocidades”, salientou, já no último dia da conferência, Arlindo Isabel, fundador da Editora Nzila de Angola. Além de Portugal e do Brasil, “os outros países vivem realidades completamente diferentes quanto à promoção da língua”. É preciso apoiar a escola, melhorar o ensino do português, estimular as diásporas em países vizinhos de estados lusófonos, que podem ser âncoras para despertar o interesse pelo português de pessoas que ainda não falam português.

“A língua pode ser um poderoso instrumento” de afirmação e influência dos países. Mas “para que a língua portuguesa seja exportada para fora do espaço da CPLP, devem ser criadas as condições internas”, frisou Amaral Lala. A escola, peça fundamental nesse processo, ainda é deficitária em muitos países da CPLP. “O acesso à escola é o acesso à língua portuguesa” em muitos países onde a população fala mais facilmente os idiomas locais e nacionais, acrescentou. Aí, ainda há populações analfabetas. Mas também há muitas pessoas interessadas em falar português, em países tão distantes e isolados do resto dos países lusófonos como Timor-Leste.

“Não bastam as declarações de vontade”, disse Graça Mira Gomes, a propósito das aspirações declaradas dos chefes de Estado e de Governo da CPLP sobre o estatuto do português como língua oficial ou de trabalho na ONU. “Trata-se de um objetivo de grande relevância política. Tornaria a ONU mais democrática”, acrescentou.
É preciso também investimento na formação de tradutores e intérpretes para elevar, como é desejo expresso dos responsáveis governamentais dos países da CPLP, o português a esse estatuto, que refletiria o “peso demográfico, cultural, político e econômico” da língua portuguesa.

Fonte: www.publico.pt

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