Todos os indígenas são índios?

by cursovilabrasil on 02/06/2015 No comments

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População indígena que vive nas cidades aumentou e agora exige atendimento específico na rede pública de saúde
(Foto Odair Leal)

A campanha de vacinação contra a gripe, que acaba de ser prorrogada por causa da baixa adesão, pretende imunizar alguns grupos de pessoas naturalmente mais vulneráveis ou mais expostas ao contágio, como os profissionais de saúde, os presidiários, os idosos e os indígenas – estes últimos, também popularmente conhecidos como índios. A semelhança fonética entre “índio” e “indígena”, somada à semelhança de significados, nos induz logo a pensar que se trate de palavras aparentadas, o que não é verdade: trata-se, antes, de uma dessas coincidências capciosas, uma peça que a língua nos prega.

É que “indígena” provém do latim indigena, formado de indu, “dentro”, e geno, “gerar, dar à luz”, significando “natural do próprio país, nativo”. Ou seja, na Roma antiga, indígenas eram os próprios romanos (no Império Romano não havia índios). Por outro lado, na Renascença a palavra “índio” designava (e em espanhol ainda designa) os indianos; a confusão entre “índio” e “indiano” se deu justamente porque, segundo reza a lenda, os primeiros europeus a chegar à América, com a expedição de Cristóvão Colombo, acreditavam ter chegado às Índias. (Por causa disso, até hoje, a palavra inglesa Indian denomina tanto os indianos quanto os índios.)

Por outro lado, os índios não deixam de ser os nativos do continente americano, portanto legítimos indígenas. E aí está feita a confusão! Embora não seja usual, a palavra “indígena” seria perfeitamente aplicável a qualquer população nativa em relação aos exploradores europeus: nativos africanos, aborígines australianos, esquimós, habitantes das estepes siberianas, etc. Só que o uso reiterado de “indígena” em relação ao ameríndio e somente a este acaba reforçando a ilusão de parentesco entre palavras cuja similitude é puramente fortuita.

Quanto aos termos “índio” e “indiano”, suas origens remontam à Índia, terra assim chamada por causa do rio Indo, cujo nome no antigo persa era Hindus. Essa denominação veio, por sua vez, do sânscrito Sindhu. É do persa, por meio do grego, que se origina o nome “hindu”, designativo de uma das religiões da Índia, e que muitos confundem com a própria etnia indiana. Como, na Antiguidade, muitas civilizações cresceram em torno de religiões, não é absurdo falar-se de uma civilização hindu, já que, naquela época, etnia e religião andavam juntas; entretanto, nos dias de hoje, é mais adequado nos referirmos à Índia como Estado ou governo indiano do que Estado ou governo hindu – até porque a nação indiana é composta de um sem-número de comunidades religiosas, das quais a hindu é a maior, mas não a única.

Fonte: http://revistalingua.com.br/textos/blog-abizzocchi/todos-os-indigenas-sao-indios-349987-1.asp

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Língua portuguesa ou língua brasileira?

by cursovilabrasil on 25/05/2015 No comments

[styled_title]Língua portuguesa ou língua brasileira?

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Por Carlos Fioravanti Fonte:Revista Pesquisa FAPESP

 A possibilidade de ser simples, dispensar elementos gramaticais teoricamente essenciais e responder “sim, comprei”, quando alguém pergunta “você comprou o carro?”, é uma das características que conferem flexibilidade e identidade ao português brasileiro.

A análise de documentos antigos e de entrevistas de campo ao longo dos últimos 30 anos está mostrando que o português brasileiro já pode ser considerado único, diferente do português europeu, do mesmo modo que o inglês americano é distinto do inglês britânico.

O português brasileiro ainda não é, porém, uma língua autônoma: talvez seja – na previsão de especialistas, em cerca de 200 anos – quando acumular peculiaridades que nos impeçam de entender inteiramente o que um nativo de Portugal diz.

A expansão do português no Brasil, as variações regionais com suas possíveis explicações, que fazem o urubu de São Paulo ser chamado de corvo no Sul do país, e as raízes das inovações da linguagem estão emergindo por meio do trabalho de cerca de 200 linguistas.

De acordo com estudos da Universidade de São Paulo (USP), uma inovação do português brasileiro, por enquanto sem equivalente em Portugal, é o R caipira, às vezes tão intenso que parece valer por dois ou três, como em porrrta ou carrrne.

Associar o R caipira apenas ao interior paulista, porém, é uma imprecisão geográfica e histórica, embora o R desavergonhado tenha sido uma das marcas do estilo matuto do ator Amácio Mazzaropi em seus 32 filmes, produzidos de 1952 a 1980.

Seguindo as rotas dos bandeirantes paulistas em busca de ouro, os linguistas encontraram o R supostamente típico de São Paulo em cidades de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e oeste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, formando um modo de falar similar ao português do século XVIII.

Quem tiver paciência e ouvido apurado poderá encontrar também na região central do Brasil – e em cidades do litoral – o S chiado, uma característica hoje típica do falar carioca que veio com os portugueses em 1808 e era um sinal de prestígio por representar o falar da Corte. Mesmo os portugueses não eram originais: os especialistas argumentam que o S chiado, que faz da esquina uma shquina, veio dos nobres franceses, que os portugueses admiravam.

A história da língua portuguesa no Brasil está trazendo à tona as características preservadas do português, como a troca do L pelo R, resultando em pranta em vez de planta. Camões registrou essa troca em Os lusíadas – lá está um frautas no lugar de flautas – e o cantor e compositor paulista Adoniran Barbosa a deixou registrada em diversas composições, em frases como “frechada do teu olhar”, do samba Tiro ao Álvaro.

Em levantamentos de campo, pesquisadores da USP observaram que moradores do interior tanto do Brasil quanto de Portugal, principalmente os menos escolarizados, ainda falam desse modo. Outro sinal de preservação da língua identificado por especialistas do Rio de Janeiro e de São Paulo, dessa vez em documentos antigos, foi a gente ou as gentes como sinônimo de “nós” e hoje uma das marcas próprias do português brasileiro.

Célia Lopes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), encontrou registros de a gente em documentos do século XVI e, com mais frequência, a partir do século XIX. Era uma forma de indicar a primeira pessoa do plural, no sentido de todo mundo com a inclusão necessária do eu.

Segundo ela, o emprego de a gente pode passar descompromisso e indefinição: quem diz a gente em geral não deixa claro se pretende se comprometer com o que está falando ou se se vê como parte do grupo, como em “a gente precisa fazer”.

Já o pronome nós, como em “nós precisamos fazer”, expressa responsabilidade e compromisso. Nos últimos 30 anos, ela notou, a gente instalou-se nos espaços antes ocupados pelo nós e se tornou um recurso bastante usado por todas as idades e classes sociais no país inteiro, embora nos livros de gramática permaneça na marginalidade.

Linguistas de vários estados do país estão desenterrando as raízes do português brasileiro ao examinar cartas pessoais e administrativas, testamentos, relatos de viagens, processos judiciais, cartas de leitores e anúncios de jornais desde o século XVI, coletados em instituições como a Biblioteca Nacional e o Arquivo Público do Estado de São Paulo.

A equipe de Célia Lopes tem encontrado também na feira de antiguidades do sábado da Praça XV de Novembro, no centro do Rio, cartas antigas e outros tesouros linguísticos, nem sempre valorizados. “Um estudante me trouxe cartas maravilhosas encontradas no lixo”, ela contou.

Leia a reportagem completa em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/04/08/ora-pois-uma-lingua-bem-brasileira/

 

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20 fotos inacreditáveis da construção de Brasília

by cursovilabrasil on 08/02/2015 No comments

[styled_title]20 fotos inacreditáveis da construção de Brasília[/styled_title]

O site BuzzFeed publicou 20 fotos realmente inacreditáveis da construção de Brasília. Foi em 1956 que o presidente Juscelino Kubitschek começou a construir Brasília, a nova capital federal do Brasil. Leia mais sobre a história de Brasília!

 

1. Nem todos eram a favor.

Nem todos eram a favor.

Reprodução/Arquivo Público

Um dia difícil prazinimigas.

2. Afinal, parecia impossível criar uma cidade no meio desse terrão em quatro anos.

Afinal, parecia impossível criar uma cidade no meio desse terrão em quatro anos.

Reprodução/Arquivo Público

3. Mas nós somos brasileiros e não desistimos nunca.

Mas nós somos brasileiros e não desistimos nunca.

Reprodução/Arquivo Público

4. Com o fluxo de trabalhadores atraídos para a construção da capital, era preciso arrumar casas, bares e mercados para quem efetivamente foi botar a mão na massa…

Com o fluxo de trabalhadores atraídos para a construção da capital, era preciso arrumar casas, bares e mercados para quem efetivamente foi botar a mão na massa...

Reprodução/Arquivo Público

5. O que foi logo providenciado.

O que foi logo providenciado.

Reprodução/Arquivo Público

6. E com muito humor.

E com muito humor.

Reprodução/Arquivo Público

7. O pessoal estava incumbido de erguer prédios que virariam símbolos do Brasil.

O pessoal estava incumbido de erguer prédios que virariam símbolos do Brasil.

Reprodução/Arquivo Público

8. Como este:

Como este:

Reprodução/Arquivo Público

9. Agora por outro ângulo — incluindo na foto as pessoas que efetivamente ergueram as mangas e botaram tijolo por tijolo lá no Palácio da Alvorada.

Agora por outro ângulo -- incluindo na foto as pessoas que efetivamente ergueram as mangas e botaram tijolo por tijolo lá no Palácio da Alvorada.

Reprodução/Arquivo Público

10. O trabalho era duro.

O trabalho era duro.

Reprodução/Arquivo Público

11. Em 1956, o primeiro grupo de trabalhadores migrantes contava 256 candangos — como ficaram conhecidos mais tarde.

Em 1956, o primeiro grupo de trabalhadores migrantes contava 256 candangos -- como ficaram conhecidos mais tarde.

Reprodução/Arquivo Público

12. Em 1957, já eram 2500 trabalhadores, segundo o censo experimental realizado no futuro Distrito Federal pelo IBGE.

Em 1957, já eram 2500 trabalhadores, segundo o censo experimental realizado no futuro Distrito Federal pelo IBGE.

Reprodução/Arquivo Público

13. Em março de 1958, são 21 mil candangos nos canteiros de obra — que eram basicamente a cidade toda.

Em março de 1958, são 21 mil candangos nos canteiros de obra -- que eram basicamente a cidade toda.

Reprodução/Arquivo Público

14. Pausa para um descanso pois ninguém é de ferro.

Pausa para um descanso pois ninguém é de ferro.

Reprodução/Arquivo Público

15. A coisa toda foi tomando forma.

A coisa toda foi tomando forma.

Reprodução/Arquivo Público

16. E a população do Distrito Federal chegou a 64 mil pessoas, segundo o mesmo censo.

E a população do Distrito Federal chegou a 64 mil pessoas, segundo o mesmo censo.

Reprodução/Arquivo Público

17. A proporção era de 192 homens para cada 100 mulheres.

A proporção era de 192 homens para cada 100 mulheres.

Reprodução/Arquivo Público

18. A maioria vivia em acampamentos, em barracões improvisados que seriam derrubados após o término das obras.

A maioria vivia em acampamentos, em barracões improvisados que seriam derrubados após o término das obras.

Reprodução/Arquivo Público

19. No final, segundo o censo, 7.361 pessoas já eram nascidas na futura capital.

No final, segundo o censo, 7.361 pessoas já eram nascidas na futura capital.

Reprodução/Arquivo Público

20. E Brasília virou a capital do Brasil. Obrigada, pessoal! <3

E Bras&iacute;lia virou a capital do Brasil. Obrigada, pessoal! &lt;3

Reprodução/Arquivo Público
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Você sabia que o Brasil tem 3 cidades em lista mundial de reputação de hotéis

by cursovilabrasil on 08/02/2015 No comments

[styled_title]Você sabia que  o Brasil tem 3 cidades em lista mundial de reputação de hotéis?[/styled_title]

Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os 100 destinos com melhor reputação hoteleira do mundo, segundo levantamento do site Trivago, comparador de preços de hotéis.

 

Leia mais no site Catraca Livre Viagens!

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10 frutas nativas brasileiras que você precisa provar antes de morrer

by cursovilabrasil on 09/12/2014 No comments

[styled_title]10 frutas nativas brasileiras que você precisa provar antes de morrer[/styled_title]
O sabor da grumixuma assemelha-se com o da cereja.

O sabor da grumixuma assemelha-se com o da cereja.

O site “Ciclo Vivo” publicou matéria muito interessante na semana passada, mostrandouma lista de frutas nativas brasileiras desconhecidas  por boa parte da população. A matéria aponta que deveríamos prová-las pelo menos uma vez na vida. Confira a lista dessas belezas verdes do Brasil:

http://ciclovivo.com.br/noticia/10-frutas-nativas-brasileiras-que-voce-precisa-provar-antes-de-morrer

 

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Modo de falar o português brasileiro é diferente do angolano

by cursovilabrasil on 01/12/2014 No comments

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Foto: Africa Today

Camba? Kumbu? Kota? Você pode não saber, mas essas são palavras da língua portuguesa faladas em Angola, país da costa sudoeste da África colonizado por portugueses. Esses são termos usados para designar, respectivamente, “amigo”, “dinheiro” e “pessoa mais velha e respeitável”, e são uma pequena amostra de como a língua portuguesa tem variações que podem torná-la incompreensível até mesmo para seus falantes.

Há também casos de palavras que existem no português brasileiro e que podem gerar confusão em uma conversa com um angolano. “Geleira”, por exemplo, que no Brasil significa uma grande massa de gelo formada em lugares frios, em Angola, significa “geladeira”.

Angola é apenas um dos oito países de língua portuguesa espalhados pelo globo. Além do Brasil, de Portugal e de Angola, o português é a língua nacional de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de Moçambique, São Tomé e Príncipe e do Timor Leste, localizado no arquipélago indonésio, entre a Ásia e a Oceania.

Cada lugar tem um falar distinto, que torna o português, assim como outras línguas globais, um idioma rico e diversificado. Em alguns países, o português apresenta variações de sotaque e vocabulário, como é o caso das diferenças na forma de se expressar dos falantes do Nordeste, Sul e Sudeste do país.

O escritor e linguista Marcos Bagno, professor do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB), explica que a língua portuguesa foi levada para vários lugares do mundo por meio das conquistas marítimas de Portugal. Aos poucos, essa língua foi assumindo características próprias em cada comunidade.

“O que ainda nos mantém mais ou menos em contato fácil é a língua escrita formal, que é mais conservadora e tenta neutralizar as diferenças entre os modos de falar característicos de cada país”, destacou. “Faço parte de um grupo cada vez maior de pesquisadores que afirmam que, sim, o português brasileiro é uma língua diferente do português europeu, depois de mais de 500 anos de divergência.”

Leia mais em Agência Brasil

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Edital para assistentes brasileiros de Língua Portuguesa na França

by cursovilabrasil on 01/12/2014 No comments

[styled_title]Edital para assistentes brasileiros de Língua Portuguesa na França[/styled_title]

Assistentes brasileiros de língua portuguesa na França – Ano letivo 2015-2016

Aberto a todos os estudantes brasileiros, de 20 a 30 anos de idade, matriculados em licenciatura de letras ou de qualquer outro curso na área de ciências humanas numa universidade brasileira no momento de sua inscrição como candidato, que tenham completado pelo menos dois anos de estudos superiores no momento de sua chegada à França e que possuam um bom conhecimento da língua francesa (nível B1 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas).

O objetivo geral do programa é oferecer a oportunidade a estudantes brasileiros de se familiarizarem com a língua e a civilização francesas, levando às escolas e aos estabelecimentos franceses a autenticidade de sua língua e a riqueza de sua cultura. Desta forma, apenas falantes de língua materna brasileira, que estudem no Brasil, de onde são cidadãos de pleno direito, poderão ser selecionados para este programa.

Durante sua permanência na França, os assistentes, que beneficiarão do status de funcionários temporários do Estado francês, terão a possibilidade de se inscrever numa universidade, desde que a atividade e o curso escolhido não tragam prejuízo à sua função de assistente na escola ou no estabelecimento para onde tiverem sido designados.

Saiba como se inscrever!

Fonte: Embaixada da França

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Bolsas criar lusofonia

by cursovilabrasil on 26/11/2014 No comments

[styled_title]BOLSAS CRIAR LUSOFONIA[/styled_title]

O concurso Criar Lusofonia tem por objetivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita, para estadas em países da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa.  As candidaturas podem ser realizadas até ao dia 30 de dezembro.

Pretende-se criar oportunidades de contato aprofundado com outros países lusófonos aos escritores/investigadores de língua portuguesa, a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço lusófono.

A edição 2013-2014 do concurso é patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura / Direção Geral do Livro e das Bibliotecas e gerida pelo Centro Nacional de Cultura (CNC).

Serão instituídas duas bolsas de criação/investigação literária que permitirão estadas de quatro meses em Portugal ou num dos outros sete países lusófonos.

Saiba mais, clique aqui

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6 costumes brasileiros no trabalho que estrangeiros não entendem

by cursovilabrasil on 11/11/2014 No comments

[styled_title]Conheça 6 costumes brasileiros no trabalho que estrangeiros não entendem[/styled_title]

Empresas estrangeiras estão cada vez mais comuns no Brasil, assim como as companhias nacionais que já têm como objetivo atingir um mercado internacional e, consequentemente, mais amplo. Tais modificações têm suscitado um maior grau de convivência entre os brasileiros e os estrangeiros.

O conflito cultural é algo comum quando as pessoas de uma mesma empresa possuem costumes completamente diferentes. Mesmo que os estereótipos dos brasileiros no exterior não valham para todos nós (nem todos gostamos de comer feijão com arroz, de sambar ou de jogar futebol), existem aspectos culturais que estão gravados em praticamente todos os brasileiros. Veja abaixo algumas dessas atitudes listadas com base nas experiências de três especialistas no assunto:

1 – Enrolar na hora de falar

Um dos principais empecilhos que muitos brasileiros enfrentam ao conversar profissionalmente com estrangeiros é o modo de falar – e isso não tem nada a ver com o idioma em si. De acordo com a consultora Jussara Nunes, os brasileiros explicam muitas coisas antes de chegar ao ponto central de um diálogo – em outras palavras, enrolam.

Segundo ela, os anglo-saxões em gerais não têm muitos floreios no momento de dizer algo, indo direto ao ponto para depois conversar melhor (algo que algumas pessoas podem achar um tanto ríspido). Apesar de ser um detalhe, quando as situações se repetem sequencialmente, algum dos dois tem grandes chances de se irritar com o outro.

2 – Dizer “sim” quando você quer dizer “talvez”

De acordo com os especialistas, os brasileiros não querem magoar os outros ou aparentarem rudes, sempre falando de modo devagar ou sem ser 100% franco. Muito estrangeiros não são assim, sem medo nenhum de dizer “não” quando necessário. O nosso “sim” às vezes quer dizer “talvez”, ao passo que o “talvez” pode também ser um “não” – os gringos são mais literais. Diante desse tipo de comportamento, os estrangeiros podem se sentir confusos e frustrados por não conseguirem interpretar esses comportamentos com exatidão – se é que há alguma.

3 – Brasileiros querem ter amigos no trabalho e não colegas

Segundo pesquisas da EY, o colega de trabalho perfeito para um brasileiro que vive no exterior é alguém inspirador, motivador, amigável e sociável – muito mais do que um simples colega, ele é um amigo. De acordo com Jussara Nunes, o brasileiro tende a focar nos relacionamentos de trabalho, sendo que primeiro ele deve confiar e se dar bem com as pessoas para depois realizar as tarefas e gerar bons resultados.

Aqui no Brasil, é comum as pessoas perguntarem no trabalho sobre assuntos pessoais, mostrarem fotos para os colegas de familiares e filhos, além dos típicos contatos físicos (beijos e abraços que não são comuns em vários países). No exterior, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, é mais comum o seguinte lema: “estamos aqui para fazer negócios e não amigos”.

4 – Negócios imediatos

De acordo com Fabiana Gabrieli, da HSM Educação, os brasileiros têm visões de negócios focadas no curto prazo, querem fechar contratos logo e fazem movimentos rápidos. Contudo, em outras culturas, isso não ocorre desse modo. No estilo oriental, por exemplo, as pessoas não fazem negócios com quem não conhecem. Só que por outro lado, nós sabemos que é preciso improvisar no mercado brasileiro – os empresários daqui frequentemente possuem um plano B ou C para as situações mais adversas.

5 – Exceções para quase tudo

Aqui no Brasil nós temos exceções para tudo, sejam situações que não precisam ser seguidas à risca ou normas que não são tão rígidas. Vendo por esse lado, nós podemos ser caracterizados como indisciplinados, querendo dar um “jeitinho” em situações que não podem ser contornadas. As exceções praticamente não existem no mercado internacional, sendo que nós precisamos seguir o manual deles e sem querer utilizar nenhum atalho – ou sairemos bem feios na foto.

6 – Pontualidade pra quê?

Infelizmente, no geral os brasileiros não são pontuais. Reuniões começam depois do horário marcado, podem demorar mais do que o previsto ou ainda serem remarcadas na última hora. Os atrasos são parte da rotina de muitas empresas do Brasil. Em alguns casos, isso é considerado flexibilidade, porém no geral nos atrasamos mesmo e ponto.

Em determinados países, se atrasar é praticamente um insulto. Isso sem levar em consideração quando equipes de várias nações trabalham juntas e você, o brasileiro, está de algum modo atrasado – seja no horário ou no prazo daquele relatório. Isso pode ser realmente danoso para carreira de qualquer um e é algo que deve ser adaptado assim que você convive com outras culturas.

Fonte: Moda e afins

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