Espaço do Professor: Paladar, Língua e Cultura Brasileira

by cursovilabrasil on 09/09/2013 No comments

Esta semana estamos disponibilizando no blog o material didático elaborado pela Karina Carvalho, graduada em Letras – Português do Brasil como Segunda Língua pela Universidade de Brasília (UnB) e professora de português para estrangeiros do Vila Brasil.

A unidade didática aborda aspectos gramaticais e culturais com base em comidas típicas brasileiras. Clique aqui ou na imagem para baixar o material.

karina_carvalho

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Na China, saber português é quase garantia de emprego

by cursovilabrasil on 08/09/2013 No comments

A China é a maior parceira comercial do Brasil e faz muitos negócios com outros países de Língua Portuguesa. Isso faz com que falantes de português sejam cada vez mais procurados para o mercado de trabalho.

chinaDurante quase 20 anos, o único curso de português existente na China era o da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai), criada em 1961. Atualmente, há mais de vinte universidades chinesas que ensinam português.

“O português tem um retorno do ponto de vista do emprego, o que não acontece com outras línguas”, realça o embaixador de Portugal na China, Jorge Torres-Pereira. Segundo Liu Jiantong, estudante de português na China, “os chineses que falam português são muito procurados”.

Há várias cidades chinesas onde se pode aprender português, no próximo ano, só em Pequim, mais dois cursos serão abertos.

A China é a segunda maior economia mundial e, hoje, a maior parceira comercial do Brasil. Possui diversas empresas operando em Angola e a presença em outros países da CPLP é cada vez mais forte.

 Fonte: http://noticias.sapo.pt

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Independência do Brasil

by cursovilabrasil on 07/09/2013 No comments

D. Pedro IHoje, 7 de setembro, é o dia em que é comemorada a independência do Brasil.

Com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, o país começou a crescer economicamente, principalmente pela abertura dos portos brasileiros aos outros países. Após esse fato, vários outros acontecimentos importantes para o processo de independência do país ocorreram.

Dom João VI (rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, de 1816 a 1822) voltou para Portugal em 1821 e nomeou seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente. Dom Pedro passou a tomar medidas em favor da população brasileira, com a clara intenção de levar o país à independência política.

Em setembro de 1822, Portugal enviou um documento ao Brasil exigindo que Dom Pedro I retornasse às terras lusitanas. Tomando conhecimento desse documento, Dom Pedro declarou a independência do Brasil enquanto estava em viagem de Santos para São Paulo, às margens do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822. No mês de dezembro do mesmo ano, Dom Pedro foi declarado imperador do Brasil.

Fonte: http://www.brasilescola.com

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Licenciatura em Língua Portuguesa é aberta na China

by cursovilabrasil on 06/09/2013 No comments

20090914_paises_lingua_portuguesa1Universidade na costa leste da China terá licenciatura em português a partir deste mês. Esse fato mostra o aumento de interesse pela Língua Portuguesa. Há 18 universidades chinesas com licenciatura em português, sem contar com Macau e Hong Kong. A maioria passou a existir após a década de 1990, coincidindo com a criação do Fórum Macau para a Cooperação e Comercial entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2003.

Essa nova licenciatura será oferecida pela Universidade de Estudos Estrangeiros de Zhejiang (ZESU), cidade com cerca de 52 milhões de habitantes.

Fonte: http://www.lux.iol.pt

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Uso do porquê

by cursovilabrasil on 05/09/2013 No comments

pq2No português brasileiro, há quatro formas diferentes de escrever o “porquê”, a depender de seu papel na oração. Mesmo havendo diferenças na forma gráfica, o som é o mesmo para as quatro formas.

Porque (junto sem acento)

Expressa causa ou explicação, pode ser usado no começo, meio ou final da frase.

Ex.: Não vou à aula porque estou doente.

Obs.: O “porque” equivale à “pois”:

Não vou à aula pois estou doente.

 

Porquê (junto com acento)

É um substantivo. Vem sempre acompanhado pelo artigo “o”.

Ex.: Não sei o porquê disso ter acontecido

Obs.: Uma forma de confirmar esse uso é substituir “porquê” pela palavra motivo, se der certo, está correto:

Não sei o motivo disso ter acontecido.

 

Por que (separado sem acento)

Usado nas frases interrogativas, diretas ou indiretas, no início ou no meio da frase e quando substituível por “pelos quais”.

Ex.:

1)      Por que ele não veio?

2)      Ninguém sabe por que ele não veio

3)      As dificuldades por que passei foram enormes (As dificuldades pelas quais passei foram enormes).

Obs.: No exemplo 2, para ter certeza de que é esse o modo utilizado, basta colocar a palavra “motivo” depois de “por que”, se o sentido da frase continuar o mesmo, está correto:

Ninguém sabe por que [motivo] ele não veio.

 

Por quê (separado com acento)

Final de frase, sendo interrogativa ou não.

1)      Ele fez isso, mas não sei por quê.

2)      Você fez isso por quê?

 

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Número de inscritos no Celpe-Bras aumenta 25,85%

by cursovilabrasil on 04/09/2013 No comments

mapa-brasil (estrangeiros)Foram recebidas 5.709 inscrições para o exame de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). 25,85% a mais do que na edição passada, que registrou 4.536 candidatos. As provas serão aplicadas entre os dias 22 e 24 de outubro para estrangeiros e brasileiros que não possuem o português como língua materna, residentes no Brasil ou no exterior.

 Avaliação

A avaliação é composta por parte escrita e oral. Na parte escrita, os candidatos farão tarefas que integram compreensão oral e produção escrita; na parte oral, há uma interação de 20 minutos com entrevista e conversa sobre assuntos gerais e atividades e interesses do participante. Com a pontuação obtida, o candidato será classificado nos níveis de proficiência intermediário, intermediário superior, avançado e avançado superior.

Além do Brasil, as provas também são aplicadas em países como Argentina, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, México, China, Coreia do Sul, Nigéria, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Polônia e Suíça.

Fonte: http://www.planetauniversitario.com

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Médicos brasileiros ajudam colegas estrangeiros com a Língua Portuguesa

by cursovilabrasil on 03/09/2013 No comments

mais-medicosMédicos estrangeiros que estão participando do programa Mais Médicos estão recebendo ajuda de colegas brasileiros que se formaram em medicina no exterior para aprender português. As aulas acontecem diariamente, mas os médicos brasileiros ficam até mais tarde para ajudar os colegas estrangeiros.

“O curso é muito bom, e, além disso, a convivência com os médicos brasileiros tem sido muito boa. Eles nos ajudam muito, falamos apenas português, e peço que me corrijam quando falo alguma coisa errada”, diz a médica uruguaia Irina Teresita Yon Yarcaeal.

“Tem aulas de português todos os dias, trabalhos em grupos, e eles (os estrangeiros) ficam até depois da aula estudando”, diz a médica brasileira formada na Argentina Luciana Nunes Lima, que pela primeira vez terá oportunidade de trabalhar no Brasil.

Fonte: noticias.terra.com.br

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Espaço do Professor: expressões idiomáticas – hora

by cursovilabrasil on 02/09/2013 2 comments

A partir de hoje, publicaremos semanalmente textos e materiais didáticos produzidos por professores e professores em formação de PLE (mais informações aqui). Se você quiser enviar materiais/textos originais ou tiver alguma dúvida, mande um e-mail para espacodoprofessor@cursovilabrasil.com.br.

O primeiro post do Espaço do Professor traz uma unidade didática produzida por Ana Luíza Gabatteli, graduada em Letras – Português do Brasil como Segunda Língua pela Universidade de Brasília e uma das idealizadoras do curso Vila Brasil – Português para estrangeiros.

Expressões idiomáticas com a palavra hora

No português brasileiro há diversas expressões idiomáticas com horas. Veja algumas delas e o que quer dizer cada uma (clique na imagem para ampliar):

hora

Baixe a unidade didática a respeito deste conteúdo clicando aqui ou na imagem abaixo:

Material

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Escritores brasileiros – Luis Fernando Veríssimo

by cursovilabrasil on 01/09/2013 No comments

luis-fernando-verissimo-escritor-20101105-size-598Luis Fernando Veríssimo é um dos mais populares e consagrados escritores brasileiros contemporâneos. Nascido em Porto Alegre em 1936, ficou conhecido por suas crônicas publicadas em vários jornais brasileiros. É filho do também escritor brasileiro Érico Veríssimo.

Abaixo, uma crônica do Veríssimo que reproduz possíveis dificuldades de estrangeiros com expressões do português do Brasil:

 

PÁ, PÁ, PÁ

 A americana estava há pouco tempo no Brasil. Queria aprender o português depressa, por isso prestava muita atenção em tudo que os outros diziam. Era daquelas americanas que prestam muita atenção.

Achava curioso, por exemplo, o “pois é”. Volta e meia, quando falava com brasileiros, ouvia o “pois é”. Era uma maneira tipicamente brasileira de não ficar quieto e ao mesmo tempo não dizer nada. Quando não sabia o que dizer, ou sabia mas tinha preguiça, o brasileiro dizia “pois é”. Ela não aguentava mais o “pois é”.

Também tinha dificuldade com o “pois sim“ e o “pois não”. Uma vez quis saber se podia me perguntar uma coisa.

– Pois não – disse eu, polidamente.

– É exatamente isso! O que quer dizer “pois não”?

– Bom. Você me perguntou se podia fazer uma pergunta. Eu disse “pois não”. Quer dizer “pode, esteja à vontade, estou ouvindo, estou às suas ordens…”

– Em outras palavras, quer dizer “sim”.

– É.

– Então por que não se diz “pois sim”?

– Porque “pois sim” quer dizer “não”.

– O que?!

– Se você disser alguma coisa que não é verdade, com a qual eu não concordo, ou acho difícil de acreditar, eu digo “pois sim”.

– Que significa “pois não”?

– Sim. Isto é, não. Porque “pois não” significa “sim”.

– Por quê?

– Porque o “pois”, no caso, dá o sentido contrário, entende? Quando se diz “pois não”, está–se dizendo que seria impossível, no caso, dizer “não”. Seria inconcebível dizer “não”. Eu dizer não? Aqui, ó.

– Onde?

–Nada. Esquece. Já “pois sim” quer dizer “ora, sim!” “Ora se eu vou aceitar isso.” “Ora, não me faça rir. Rá, rá, rá.

– “Pois” quer dizer “ora”?

– Ahn… Mais ou menos.

– Que língua!

Eu quase disse: “E vocês, que escrevem ‘tough’ e dizem ‘tâf ’”? Mas me contive. Afinal, as intenções dela eram boas. Queria aprender. Ela insistiu:

– Seria mais fácil não dizer o “pois”.

Eu já estava com preguiça.

– Pois é.

– Não me diz “pois é”!

Mas o que ela não entendia mesmo era o “pá, pá, pá”.

– Qual o significado exato de “pá, pá, pá”?

– Como é?

– “Pá, pá, pá”.

– “Pá” é pá. “Shovel”. Aquele negócio que a gente pega assim e…

– “Pá” eu sei o que é. Mas e “pá” três vezes?

– Onde foi que você ouviu isso?

– É a coisa que eu mais ouço. Quando brasileiro começa a contar história, sempre entra o “pá, pá, pá”.

Como que para ilustrar nossa conversa, chegou–se a nós, providencialmente, outro brasileiro. E um brasileiro com história:

– Eu estava ali agora mesmo, tomando um cafezinho, quando chega o Túlio. Conversa vai, conversa vem e coisa e tal e pá, pá, pá…

Eu e a americana nos entreolhamos.

– Funciona como reticências – sugeri eu. – Significa, na verdade, três pontinhos. “Ponto, ponto, ponto.”

– Mas por que “pá” e não “pó”? Ou “pi” ou “pu”? Ou “etcetera”?

Me controlei para não dizer – “E o problema dos negros nos Estados Unidos”?

Ela continuou:

– E por que tem que ser três vezes?

– Por causa do ritmo. “Pá, pá, pá”. Só “pá, pá” não dá.

– E por que “pá”?

– Porque sei lá – disse eu, didaticamente.

O outro continuava sua história. História de brasileiro não se interrompe facilmente.

– E aí o Túlio veio com uma lengalenga que vou te contar. Porque pá, pá, pá…

– É uma expressão utilitária – intervi. – Substitui várias palavras (no caso toda a estranha história do Túlio, que levaria muito tempo para contar) por apenas três. É um símbolo de garrulice vazia, que não merece ser reproduzida. São palavras que…

– Mas não são palavras. São só barulhos. “Pá, pá, pá”.

– Pois é – disse eu.

Ela foi embora, com a cabeça alta. Obviamente desistira dos brasileiros. Eu fui para o outro lado. Deixamos o amigo do Túlio papapeando sozinho.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 crônicas escolhidas. 10° ed. Porto Alegre: L&PM, 1995.

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